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BRADIARRITMIAS

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A bradicardia, por definição, é um ritmo cardíaco de <50 batimentos, que pode ser um fenômeno fisiológico normal ou resultar de uma doença cardíaca ou não cardíaca. Muitas vezes as bradicardias são causadas por drogas inotrópicas negativas que após a suspensão das mesmas há o restabelecimento da FC normal ou são secundárias à distúrbios hidroeletrolíticos, doenças tireoidianas ou neurológicas, dentre outras.

O automatismo sinusal é a característica fisiológica mais evidente do nó sinusal e essa propriedade é expressada na forma de batimentos cardíacos espontâneos e regulares responsável pela manutenção da frequência cardíaca. O nó sinusal pode apresentar redução do automatismo, em consequência de condições ou condições clínicas diversas ou mesmo devido ao ”desgaste natural”. Essa redução do automatismo é reconhecido clinicamente como “disfunção do nó sinusal” e se expressa como bradicardia sinusal. O termo ”disfunção sinusal” é utilizado quando a bradicardia acontece na ausência de sintomas, já a denominação de ”doença do nó sinusal” é utilizada quando a bradicardia está associada com sintomas.

A bradicardia sinusal é comum em indivíduos normais durante o sono e naqueles com tônus vagal exacerbado, como atletas e adultos jovens e saudáveis. O eletrocardiograma mostra uma onda P antes de cada complexo QRS, com um eixo normal de onda P e intervalo PR é de pelo menos 0,12 s.

A bradicardia sinusal é particularmente associada doença arterial coronária, em particular com infarto do miocárdio inferior, pois a irrigação da parede inferior do miocárdio e dos nós sinoatrial e atrioventricular geralmente são fornecidos pela artéria coronária direita.

A bradicardia também pode ser decorrente de distúrbios de condução do impulso elétrico. O bloqueio atrioventricular (BAV) é definido como distúrbio da condução que ocorre entre a despolarização atrial e a ventricular. A abordagem clínica do BAV consiste na avaliação de seu caráter reversível ou irreversível, se é intermitente ou permanente ou ainda se é de instalação aguda ou crônica.

A classificação mais usual do BAV é a eletrocardiográfica que pode ser do primeiro, segundo e terceiro graus. O BAV do primeiro grau é caracterizado por um atraso na condução atrioventricular (AV), geralmente ao nível do nó atrioventricular, isso resulta em prolongamento do intervalo PR para > 0,2 s. Um complexo QRS segue cada onda P, e o intervalo PR permanece constante. O BAV do segundo grau é caracterizado por falhas intermitentes da condução AV, onde há ondas “P” não seguidas por complexo QRS. Existem dois tipos de BAV do segundo grau: Tipo Mobitz I (fenômeno de Wenckebach) – o bloqueio é normalmente ao nível do nó AV, produzindo falha intermitente na condução AV. O intervalo PR inicialmente é normal, mas aumenta progressivamente até que uma onda “P” não conduz o QRS. Além disso, em um típico fenômeno de Wenckebach, o intervalo RR encurta gradualmente antes do bloqueio e da pausa, e esta é geralmente mais curta do que o dobro de qualquer RR precedente. Habitualmente, este distúrbio de condução é de localização intranodal, especialmente seguido de QRS estreito; Tipo Mobitz II ocorre uma interrupção de forma súbita na condução AV, ou seja, o intervalo PR ocorre de forma constante ciclo a ciclo (1:1) e repentinamente uma onda “P” não é seguida de QRS, sendo menos comum, porém mais sintomático. Esse comportamento é típico de comprometimento do sistema de condução ao nível do sistema His-Purkinje e geralmente é associado a QRS largo. O BAV Tipo 2:1 é caracterizado pela presença de uma onda “P” bloqueada a cada dois batimentos consecutivos. Ao eletrocardiograma, observa-se duas ondas “P” para um QRS, isso faz com que o a duração do intervalo RR seja o dobro da duração do intervalo PP. O BAV de grau avançado é caracterizado pela presença de duas ou mais ondas “P” consecutivas bloqueadas. Observa-se um enlace entre átrio e ventrículo e a duração do intervalo PR do batimento conduzido é fixa, essas características possibilitam a diferenciação com o BAV do terceiro grau. O BAV terceiro grau ou BAVT é definido como bloqueio completo de todas as ondas “P”. O eletrocardiograma é caracterizado pela presença de ondas “P” totalmente dissociadas dos complexos QRS. Em geral, o ritmo de escape ventricular é mais lento que a frequência atrial, o que configura maior número de ondas “P” em relação aos complexos QRS. O BAVT pode apresentar com QRS estreito, se o ritmo de escape for a nível nodal, ou largo, se o nível for mais inferior.

Apresentação Clínica

Os pacientes normalmente apresentam sintomas de tonturas, palpitações, fadiga, mal estar, dispnéia, cansaço fácil, sonolência e síncopes (desmaios).

Diagnóstico

– História Clínica
– Exame Físico
– ECG
– Holter 24h
– Monitor de Eventos
– Ecocardiograma: avaliar doença cardíaca estrutural
– Teste Ergométrico: identificar doença isquêmica
– Estudo eletrofisiológico: indicação restrita

Tratamento

– Implante de Marcapasso Dupla Câmara
– Implante de Marcapasso Mono Câmara